Seg Jun, 2008

Jovens e o pensamento em relação a Amazônia

Esses dias, aconteceu o 18º Encontro Nacional dos Estudantes de Design aqui na Ufam. Assim como um bom encontro nacional, o chamado N Design trouxe estudantes vindos dos mais diferentes lugares do país.

De fato, o Encontro deixou bem claro que quando se quer (e se tem dinheiro) dá pra se produzir um evento engrandecedor. Dá só uma olhada no site do evento

A questão é:

Tendo tantas palestras/oficinas sobre várias assuntos interessantíssimos para qualquer acadêmico de Design, por que aqueles insistem em preferir o bar ao lado da faculdade?

Se fosse só isso tudo bem. Afinal, fazer o quê? Cada um escolhe o que quer para o futuro.

Mas vira e mexe os amazonenses (e todos os que moram na região Amazônica) tem que ouvir algum absurdo sobre a Amazônia.

Com jovens de todo o Brasil, que moraram por uma semana aqui na Ufam (sim, o congresso foi do dia 1 a 7 de junho), a gente tinha que ouvir:

“Ah..guri..eu ouvi dizer que tem uns índio aqui perto que deixa agente olhar a casa deles se agente dar umas moedinhas pra eles. Eles são tudo besta..vamo lá?!”

Deixar bem claro que não estou generalizando, mas assim fica difícil. Como agente vai poder defender nossos indígenas com os respectivos direitos, se esse tipo de pensamento ainda está na cabeça de muita gente por aí?
E olha que esse é apenas um caso isolado hein…

Ah. Dura caminhada.

Dom Jun, 2008

Cristovam Buarque na Ufam

No dia 30/05/2008, a Ufam contou com a presença do Senador Cristovam Buarque que inaugurou o 1º Núcleo Educacionista Jefferson Péres em memória ao senador Jefferson Peres falecido no mês de maio.

Vindo à Manaus inicialmente por causa da missa de 7º dia do Senador Jefferson Peres, Cristovam Buarque apresentou o programa Núcleo Educacionista no hall do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL) na presença de cerca de 200 acadêmicos.

Além desses, estavam presentes, compondo a mesa, Gedeão Amorim, Secretario de Educação do Amazonas, Kátia de Araújo, representando a Secretaria Municipal de Educação do Amazonas e os professores da Ufam: Ricardo Nogueira e José Aldemir Ramos, coordenador do Núcleo de Cultura e Política de Ciências Sociais da Ufam.

A palestra, que iniciou às 9 horas, teve como tema principal o educacionismo. Cristovam, que abordou sobre uma educação para o desenvolvimento sustentável da Amazônia Brasileira, discursou sobre as características de uma sociedade que valoriza a educação.

Segundo ele, para ser educacionista é preciso cuidar da educação do cidadão lutando por uma mesma escola tanto para o rico como para o pobre e, além disso, valorizar a inteligência de cada um. “Eu vim aqui para contaminar vocês com o educacionismo”, disse o senador.

Aí eu penso: é senador, mais um defensor da ética se vai.

Sáb Mai, 2008

Plantando Saber: Amazônia Valorizada.

Fundado em 2006 pelo jornalista Wilis Souza e desenvolvido na região do Puraquequara, na zona leste de Manaus, o projeto sócio-ambiental, “Plantando Saber”, se destaca no cenário mundial por mostrar como valorizar a cultura amazônica e auxiliar a comunidade local com cursos a partir de produtos da região.
Contando com o apoio de voluntários, o projeto oferece cursos de tapeçaria, jardinagem, marcenaria, serigrafia, língua espanhola e inglesa. “O primeiro curso, que eu ministrei”, explica Wilis, “foi de entalho em madeira para produção de peças decorativas, aproveitando uma serraria aqui próxima que desperdiça muitos fragmentos de árvores”. Outros cursos oferecidos são: Confecção em sabonetes, ministrados por funcionários da Instituição Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e Bijuterias regionais e bio-jóias (compostas por sementes regionais e strass), no qual muitos dos alunos foram
contratados pela Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (FUCAPI).
De acordo com Denira Farias, professora voluntária do curso de Língua Espanhola do projeto, os coordenadores não recebem salários pelos cursos ministrados. Pelo contrário, para ela contribuir com a cidadania e com os jovens é muito gratificante. “Esse ano fizemos feijoadas e bingos com o objetivo
de arrecadar dinheiro para cobrir a cabana onde são realizados os cursos. Para levar à frente tem que ter muita boa vontade. Estamos começando”, disse. Cerca de 150 pessoas já foram beneficiadas pela iniciativa e se profissionalizaram com o conhecimento adquirido no projeto. Jorge Araújo, coordenador do curso de sementes regionais, informa que o trabalho é realizado com pessoas que, na maioria das vezes, estudaram até a quinta série.

“Plantando Saber” foi reconhecido em âmbito nacional e mundial ao ser representado por Jorge em vários locais como Natal, no Rio Grande do Norte, São Paulo, patrocinado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE e países como a Alemanha e Estados Unidos. Segundo ele, foram encaminhadas aproximadamente 250 bijuterias produzidas nos cursos do projeto para o mercado americano. “Todo o material utilizado na fabricação das bijuterias regionais e bio-jóias são coletados. As pessoas gostam do brilho da madeira natural. Os manauenses não se interessavam por esses acessórios
como os estrangeiros. Agora que eles (amazonenses) estão começando a valorizar. Já se vê as bijuterias no lugar de ouro e prata. Antes o pessoal falava que eram colares de macumbeiros, mas agora a moda pegou e esse pensamento está mudando. Muitos artistas da tevê já usaram as minhas bijuterias regionais”, orgulha-se Jorge.

Wilis Souza destaca ainda que o desenvolvimento de projetos como esse contribui de maneira significativa para o fortalecimento da cultura amazônica, incentivando o modo de vida local e não somente de outros países. “Em alguns pontos de Manaus, os jardins já são feitos com palmeiras de açaí, bacaba e paxiúba, o que não acontecia antes. Hoje se tem uma cultura direcionada às nossas plantas” complementa.

Matéria via Jornal laboratorial “O Repórter”.

Qui Abr, 2008

Oh, moda!

Agora a bola da vez é a calça de cintura alta.

Ok. Mas quantas de nós vestiria uma calça dessas há um tempo atrás?

“Só porque a personagem da novela usa eu também vou usar. Afinal, é tão bonito esse tipo de calça!”

Impensável em alguns meses.

Seg Mar, 2008

Telefone público? Esquece. Telefone celular? idem.

Mesmo com o uso cada vez maior do celular, os acadêmicos da Ufam continuam sofrendo com a ineficiência dos telefones públicos da instituição.

Dos orelhões existentes na universidade, dois situam-se no Instituto de Ciências Humanas e Letras, dois na Faculdade de Tecnologia e dois no Instituto de Ciências Biológicas. Mas a maioria deles não funciona ou se encontra danificado. ”Uma vez eu fui telefonar e tinha uma plaquinha lá dizendo que telefone estava surdo e mudo. Além de não funcionar ainda ficam gozando com nossa cara. Não pega nenhum dos telefones públicos ali não”, afirma Poliana Galdino, 18, acadêmica do 4º período do curso de Serviço Social.

Diante dessa situação crítica, André Luiz, responsável pelos equipamentos da Ufam, afirma que a universidade já entrou em contato várias vezes com a companhia telefônica da cidade, mas ela nunca atende à solicitação de conserto e manutenção dos telefones.

Solução?

Usa o celular. Mas como? Nem o celular tem sinal direito no campus!

Dom Fev, 2008

Violência contra a mulher diminuiu?

Segundo o relatório da Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM) a violência contra a mulher diminuiu 11,1% em Manaus durante o ano de 2007. Em entrevista ao jornal “A Crítica” de 19 de janeiro de 2008, Joelma Ribeiro, delegada plantonista da DECCM, informa que por tornar a penalidade mais severa e impedir a retirada de queixas, a chamada Lei Maria da Penha auxilia na redução dos casos de violência contra a mulher.

Mais conhecida como Lei Maria da Penha, a Lei de Violência Doméstica Familiar lida com a violência associada às mulheres de todas as idades, amparando-as. Essa lei se constitui como o primeiro instrumento legal e legítimo para enfrentar as formas de violência doméstica, representando um marco no posicionamento jurídico brasileiro em relação a esse tema. Porém, há muitos relatos de casos de violência contra a mulher que deixam de ser denunciados.

De acordo com Débora Cavalcante Siqueira, 19, moradora do bairro Parque Dez de Novembro, as ocorrências na chamada “delegacia da mulher” estão diminuindo por causa do medo de denunciar. Para ela, as agressões não cessaram. “As mulheres são violentadas muitas vezes porque querem. Não têm coragem de denunciar seus maridos por medo dos filhos saberem que seu pai pode ser preso” declara.

“O principal motivo é a insegurança e a fragilidade em que as vítimas se encontram”, afirma Rebeca Mota Souza, 21, moradora do bairro Cidade Nova, “é muito fácil elas irem fazer a denúncia e amanhã os agressores estarem livres para agredir de novo. Logo, elas têm medo de serem violentadas e não denunciam” complementa.

Outra causa que contribui para as mulheres não denunciarem as agressões é a preocupação com o estado emocional dos filhos. Tainá Castro Peñaranda, 20, moradora do bairro Flores, acredita que a Lei Maria da Penha ampara as mulheres, mas não é suficiente para garantir o esgotamento de casos de violência que têm mulheres como vítimas. “Agora não se pode retirar queixas. Antes o cara batia, depois ameaçava a vítima e ela ia retirar a ocorrência. Hoje não pode mais fazer isso. Na maioria das vezes, por medo e não ter como se sustentar, as mulheres acabam acreditando que os agressores vão mudar e continuam nessa situação”.

Há mulheres que têm medo de serem ameaçadas pelos agressores. Mesmo assim, Maria da Guia Silva, 47, moradora do bairro da Chapada, destaca a importância que as denúncias têm para que o número de violência contra a mulher diminua. “As vítimas têm que denunciar. Às vezes, a pessoa tem medo. Tendo medo, ou não, o certo é denunciar, senão a violência continua”.

De acordo com a professora Ivânia Vieira, professora da Universidade Federal do Amazonas, a luta pelo incentivo à denúncia não é simples. Segundo ela, as vítimas têm que responder pela manutenção de filhos ou de outras pessoas agregadas e estão muitas vezes sozinhas nessa tarefa. “Há toda uma estrutura funcionando secularmente contra ela, dizendo ‘é melhor você aceitar’, ‘é o pai dos seus filhos’, ‘não desista, ele é um bom quando não lhe agride. Este é um cenário muito complicado. Não é fácil” lembra.

A presidente do conselho municipal dos direitos das mulheres, Socorro Papoula, atenta, em declaração concedida ao jornal “A Crítica” de 19 de janeiro de 2008, para o fato de ainda ser cedo para se comemorar sobre esse novo número de ocorrências relacionado à violência contra a mulher. “Não podemos ignorar o fato de que a maioria dos casos de violência contra a mulher sequer chegam a ser denunciados” conclui.

Matéria via Jornal Laboratorial “O Repórter”.

Sex Fev, 2008

Jornalismo e a escrita livre

A maioria dos acadêmicos que ingressam no curso de Comunicação adora a escrita. Essa, aliás, é uma das principais razões pela entrada dos jovens na universo acadêmico de jornalismo.
Muitos entram na faculdade munidos com seus blogs de periodicidade razoável dando opinião sobre os acontecimentos.

A liberdade que a internet nos proporciona realmente é considerável. É a partir dela que podemos escrever, escrever, escrever e transmitir em palavras o que pensamos acerca de tudo a nossa volta. Os blogs são apenas um exemplo. O que quero destacar é que grande parte dos novatos no curso de jornalismo chegam ao meio acadêmico ávidos pela escrita.

Com o passar dos períodos, é natural começar a aparecer certos comentários:

- “Poxa. Lá no meu grupo de pesquisa, o professor cortou grande parte do meu texto”.

É. E todo o romantismo do jornalismo e a síndrome de Clark Kent vão por água abaixo.

E o capital vai na frente, deixando a responsabilidade social lá atrás…

É. Ainda bem que tem os blogs. Pelo menos até agora não inventaram nenhum mecanismo pra censurar o conteúdo opinativo deles. Falo opinativo. Não os clássicos proibidos, como pornografia, racismo, pedofilia e outros da família.

Mas deixa pra lá. Vamos voltar a vida de futura especialista em generalidades.

Não, não. Apesar de parecer, não é exatamente um texto auto-biográfico.

Dom Jan, 2008

A cidade não foi feita para pedestres

O ano de 2008 chegou, mas o trânsito continua o mesmo.

Segunda, terça, quarta, quinta e sexta-feira.

Se você for ao centro de Manaus em algum desses dias, terá a oportunidade de testemunhar o caos que ocorre no trânsito da cidade.

Isolada parcialmente do restante do país por causa dos rios, a capital do estado do Amazona vem crescendo exageradamente, assumindo uma das características metropolitanas: o inchaço automobilístico. Com isso, sobra pouco espaço para os que preferem caminhar.

O problema não é exclusivo da população manauara. São Paulo e Rio de Janeiro são os locais que encabeçam a longa lista de cidades que possuem automóveis além da conta. Espelhando-se nelas, a preocupação em relação a esse aspecto, tendo como foco a cidade de Manaus é de extrema importância.

Que tal tomar a iniciativa e não estacionar mais nas calçadas?

O bem-estar social agradece!

Dom Dez, 2007

Natal brasileiro

Chega a época natalina.

 

 

Luzes florescentes por toda a cidade. Árvores com bolas e enfeites que colorem as casas. Comércio agitado que se esforça pra aproveitar ao máximo uma das melhores estações de venda do ano. E é em meio a todo esse cenário que muitas pessoas gastam grande parte do tempo ( e do dinheiro) em presentes e festas.

 

Mas até que ponto o comércio influencia no imaginário popular de natal? Milhares de filmes são lançados anualmente com motivos natalinos. Esses mostram o natal à moda dos EUA, ou países de baixa temperatura, com bonecos de neve, lareiras e roupas que protegem do frio.

 

Em países de clima tropical, como o Brasil, as adaptações natalinas são as mais impactantes possíveis. Por exemplo, o que acha de um pinheiro em plena região Amazônica? Um lugar tão característica pela florestal tropical úmida. Contraditório não?

 

O que se pergunta é: Por que se colocar um pinheiro de plástico em casa, sendo que há inúmeras outras espécies de árvores mais adaptáveis ao clima brasileiro por perto? Qual o problema das bananeiras, mangueiras, cajueiros ou cupuaçuzeiros? E o papai noel? Não já está cansado de sofrer no calor debaixo daqueles tecidos vermelhos?

 

Será que o quesito tradição é suficiente para se continuar a montar, ano após ano, os mesmo e inadequados enfeites? ou Natal só será Natal se for montado do jeito que nos foi mostrado um dia?

Sáb Dez, 2007

Ser humano atual: moderno e distante da clonagem

 

 

 

Clones?

 

Clone humano ainda se constitui como um mito para a maioria da população. Mesmo estando na era da informação, a problemática da clonagem ainda não está clara no imaginário popular.

A falta de incentivo brasileiro nesse aspecto, seja na promoção de palestra, debates ou na divulgação do assunto mostra-se como fator primordial na análise da problemática da clonagem.

No Brasil, pouquíssimas pesquisas são realizadas no aspecto da biotecnologia. Isso ocorre devido à ausência de investimentos governamentais que incentivem a pesquisa nesse aspecto. Como consequência disso, a população acaba por não obter o conhecimento necessário para a formação e desenvolvimento de uma consciência capaz de analisar, de forma mais completa, as vantagens e desvantagens de se introduzir os clones à realidade. Sem esse embasamento teórico, não há como proporcionar debates e/ou palestras que informem e contribuam para a opinião popular sobre a questão dos clones. A lei de Biossegurança, que proíbe a manipulação e produção de clones no Brasil, ratifica o distanciamento que o povo brasileiro possui em relação ao conhecimento científico sobre clonagens.

Dessa forma, faz-se necessário os incentivos por parte do governo, e consequentemente da sociedade, para motivar as pesquisas que aprofundem e atinjam o conhecimento científico. Assim, pode-se contribuir para um melhor conhecimento da população em geral sobre esse âmbito sobre esse âmbito da biotecnologia que se mostra como a solução de alguns obstáculos à vida, como doenças que podem ser curadas a partir da manipulação de órgão clonados.

 

 

Clones?